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Outros Corpos Celestes
 
dreamstimefree_5892330aEsse grupo possui elementos de uma classe de astros chamada “corpos menores do Sistema Solar”. Ele inclui vários objetos diferenciados como o caso de asteroides, transneptunianos, cometas, centauros, meteoroides, planetoides e outros pequenos corpos.

Asteroides

Menores que os planetas, esses astros têm uma forma semelhante à de uma batata, normalmente sendo encontrados, em sua maioria, na órbita entre Marte e Júpiter. Essa região entre os dois planetas é famosa, conhecida como Cintura de Asteroides.
Os asteroides são compostos por partes significativas de minerais não voláteis, ou seja, que não evaporam com facilidade. Eles são subdivididos em grupos e famílias, baseados em características orbitais específicas. Há casos em que se pode notar luas de asteroides, ou seja, alguns funcionam como satélites, orbitando seus semelhantes, que por sua vez são maiores.

Outra classe conhecida são os asteroides troianos, localizados em pontos especiais entre os planetas, orbitando o Sol na mesma região que um desses, à frente e atrás dos mesmos. Os asteroides com menos de 10 quilômetros de diâmetro são chamados de planetésimos, antigos corpos de pequenas dimensões que deram origem aos planetas. Cometas mais velhos que já perderam todo o material volátil são encaixados como asteroides.

Centauros

Esse grupo nomeia os astros gelados que se assemelham a cometas, tendo órbitas menos excêntricas, ou seja, com o eixo mais afastado da posição central e que estão localizados na região entre os planetas Júpiter e Netuno. Apesar de serem semelhantes aos cometas, são muito maiores que eles. Quíron foi o primeiro centauro a ser descoberto, tendo, então, propriedades parecidas com as de um cometa e de um asteroide.

Transneptunianos

Inseridos nesse grupo estão os corpos celestes gelados semelhantes aos centauros, em que sua distância média em relação ao Sol encontra-se, como o próprio nome diz, além da órbita de Netuno. Essas órbitas têm idade superior a 200 anos e, pensa-se que os cometas que surgem e desaparecem rapidamente, ou seja, de curto período, sejam originários desta região. Plutão e Éris, planetas anões, encontram-se, também, nessa região.

Em 1992, descobre-se o primeiro transneptuniano. Porém, como na época Plutão era considerado um planeta comum, sendo, portanto, conhecido há quase um século, convém-se dizer que ele já era um transneptuniano, pois já orbitava nessa região do Sistema Solar.

dreamstimefree_8733172aCometas

Compostos em grandes proporções por gelos voláteis, de fácil evaporação, os cometas possuem órbitas bastante excêntricas. Esse corpo celeste é conhecido por ter, em sua maioria, três partes: a primeira é um centro ou núcleo sólido. A segunda é composta por uma cabeleira, uma cabeça redonda que envolve o núcleo, constituída de partículas de poeira misturadas com água, metano e amoníaco congelados. A terceira é caracterizada por uma longa cauda de poeira e gases que dão continuidade à cabeleira.

Existem alguns cometas com período curto de vida e outros já velhos, categorizados como asteroides.

Meteoroides

Esses astros têm dimensões que vão de partículas pequenas como pó, até alguns que alcançam 50 metros. Os que possuem tamanhos maiores que 50 metros são classificados como asteroides. Os que atravessam a atmosfera terrestre são denominados meteoros, quando chegam ao solo, passam a se chamar meteorito.

Plutão, um planetoide.

Plutão, atualmente, é considerado um planetoide. Mas o que vem a ser um planetoide?

Planetoide é a definição que se dá para um corpo celeste cujas características são bastante semelhantes a de um planeta, pois orbita em volta do Sol e possui gravidade suficiente para assumir uma forma esférica, devido ao equilíbrio hidrostático. Porém, por serem planetas anões, não possui uma órbita independente, orbitando com milhares de outros pequenos corpos celestes.

dreamstimefree_1634094a.jpgDe tamanho semelhante ao da Lua terrestre, Plutão apresenta, por se encontrar bastante afastado do Sol, uma temperatura de, aproximadamente, -230º C. Plutão possui uma cor de tonalidade próxima ao marrom claro e o amarelo. Sua atmosfera é composta por nirogênio e metano.
 
 
 
Esse recente nomeado planetoide foi descoberto por um jovem astrônomo norte-americano chamado Clyde Tombaugh, em fevereiro de 1930.

Além do planetoide Plutão, existem outros como o Ceres, que até meados do século XIX era considerado um planeta principal, orbitando numa região do Sistema Solar conhecida como cinturão de asteroides. Recentemente descoberto, encontra-se também Éris, fazendo companhia para Makemake e Haumea, também considerados planetas anões.

Satélites naturais

dreamstimefree_1674730aAs luas, conhecidas como satélites naturais, são objetos de dimensões consideráveis que orbitam ao redor dos planetas. Categoricamente, são pequenos astros capturados do cinturão de asteroides, da cintura de Kuiper, e até mesmo formados a partir do próprio planeta que orbita, através de um impacto. São exemplos as luas de Marte e dos planetas gasosos, Tritão de Netuno e a Lua do planeta onde habitamos, a Terra.  

A Lua do nosso planeta está distante a 384 mil quilômetros dele. Dentre todos os outros satélites do Sistema Solar, a Lua terrestre é a maior. Seu tamanho é, aproximadamente, de um ¼ do tamanho da superfície da Terra. Seu diâmetro é de 3478 km e sua massa é de 7.349x10²²kg. A atmosfera desse satélite é composta por hélio, neônio, hidrogênio, argônio e resquícios de dióxido de carbono, metano e amoníaco. A Lua apresenta um período de rotação igual ao de translação.

Não possui água, nem atmosfera, estando o satélite desprovido de erosão eólica (ar) ou hidráulica (água). A superfície é repleta de crateras, formadas durante milhões de anos, após o choque de meteoros. A temperatura média é de 106º C.

Suas diferentes fases, minguante, cheia, crescente e nova são determinadas de acordo com a posição iluminada ou não pelo Sol. O interesse nesse satélite natural é tão grande que na década de 60 teve a preseça do homem na lua.